O mundo do fitness e da nutrição está cheio de “verdades absolutas” que se espalham nas academias e nas redes sociais. Muitas delas, no entanto, são mitos do fitness que podem atrapalhar seus resultados, gerar frustração e até prejudicar sua saúde.
Na Feinkost, acreditamos que informação de qualidade é o primeiro passo para uma vida mais saudável. Por isso, vamos desvendar algumas das crenças populares mais persistentes e mostrar a você o que a ciência realmente diz. Prepare-se para quebrar alguns paradigmas!
Mito 1: “Suar Emagrece”
- A Crença: Quanto mais você suar (usando agasalhos, faixas ou em saunas), mais gordura estará perdendo.
- A Verdade: O suor é principalmente água e minerais, uma resposta do corpo para regular a temperatura. A perda de peso na balança é temporária (água) e será reposta assim que você se hidratar. O que queima gordura é o déficit calórico sustentado e a atividade física, não o suor em si.
Mito 2: “Musculação Engrossa a Cintura (Principalmente nas Mulheres)”
- A Crença: Treinar abdômen ou costas com peso vai deixar a cintura mais larga.
- A Verdade: A genética é o principal fator que determina o formato da cintura. A musculação, na verdade, é uma grande aliada: fortalecer os músculos das costas e do core (abdômen) melhora a postura, “puxando” os ombros para trás e dando a impressão de uma cintura mais definida e estreita.
Mito 3: “Carboidrato à Noite Engorda”
- A Crença: Você não terá tempo para gastar a energia e ela virará gordura.
- A Verdade: O que engorda é o excesso calórico ao longo do dia (ou da semana), não o horário em que você come. Um carboidrato de boa qualidade (como batata-doce, quinoa ou arroz integral) à noite pode, inclusive, auxiliar na produção de serotonina e melhorar a qualidade do sono. O foco deve estar na qualidade e quantidade totais.
Mito 4: “Abdominais Queimam Gordura da Barriga (Redução Localizada)”
- A Crença: Fazer mil abdominais por dia vai derreter a gordura localizada na região.
- A Verdade: A redução localizada não existe. O corpo queima gordura de forma sistêmica, de acordo com a genética de cada um. Abdominais fortalecem e definem o músculo reto abdominal, mas para ele aparecer, é necessário reduzir o percentual de gordura corporal como um todo, através de dieta e exercícios aeróbicos combinados com musculação.

Mito 5: “Treino em Jejum Queima Mais Gordura”
- A Crença: Treinar de estômago vazio obriga o corpo a usar a gordura como energia mais rapidamente.
- A Verdade: Embora haja uma maior oxidação de gordura durante o exercício, estudos mostram que, no balanço geral de 24h, a perda de gordura é similar à de quem se alimenta antes. Para muitas pessoas, o treino em jejum pode levar a tonturas, queda de performance e maior catabolismo muscular (perda de músculo). A estratégia é individual e não uma regra universal para emagrecer.
Mito 6: “Proteína em Excesso Vira Músculo”
- A Crença: Quanto mais proteína eu consumir, mais músculo vou ganhar.
- A Verdade: O corpo tem um limite de síntese proteica. Consumir muito além da necessidade (geralmente entre 1.6g e 2.2g por kg de peso para atletas) não acelera o ganho muscular. O excesso será convertido em energia ou armazenado como gordura, além de sobrecarregar os rins a longo prazo. O estímulo do treino é tão ou mais importante que a proteína sozinha.
Mito 7: “Produtos Light/Detox São a Chave para o Emagrecimento”
- A Crença: Basta trocar tudo pela versão light ou fazer um detox que o peso vai cair.
- A Verdade: Muitos produtos “light” são ricos em sódio, aditivos químicos ou açúcares para compensar o sabor. “Detox” é uma função natural do seu fígado e rins. A base de uma alimentação saudável deve ser comida de verdade: alimentos in natura e minimamente processados.
Mito 8: “Dor Muscular Pós-Treino (DOMS) é Sinal de Treino Eficaz”
- A Crença: Se não doeu no dia seguinte, o treino não foi bom.
- A Verdade: A Dor Muscular de Início Tardio (DOMS) é uma resposta à novidade do estímulo (um exercício novo, mais carga, mais repetições), não necessariamente à sua eficácia. Atletas experientes podem ter ótimos treinos com pouca ou nenhuma dor posterior. Progressão de carga e adaptação do corpo são sinais melhores de evolução.
